Agroalimentar 4.0

Por Pedro Queiroz | Diretor-Geral da FIPA – Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares

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O desenvolvimento histórico da indústria agroalimentar é indissociável da modernização, do progresso social e da melhoria da qualidade de vida das populações.

A diversidade cultural, a riqueza gastronómica e a variedade de matérias-primas levaram a uma rápida atomização desta indústria e à sua ligação a métodos de produção e conservação tradicionais.

Esta especificidade não impediu, no entanto, a progressiva aplicação da eletrónica e das tecnologias de informação ao sistema produtivo, com resultados visíveis ao nível da modernização das fábricas e das redes de distribuição.

De forma acelerada e ambiciosa, o nosso tempo está a trazer-nos a confluência de tecnologias digitais disruptivas que estão já a alterar o setor produtivo e a revolucionar o modelo industrial. Contudo, a indústria tem um caminho a fazer.

Numa perspetiva vertical, a primeira grande alteração terá de se registar ao nível da cultura da empresa e partir da gestão de topo.

O segundo desafio prende-se com a educação, formação e reconversão dos recursos humanos e com a capacidade de gerir e articular internamente diferenças geracionais cada vez mais acentuadas.

O terceiro passo é o planeamento dos investimentos na modernização e inovação tecnológica.

Na vertente horizontal, será necessário interligar os vários elos da cadeia de valor numa perspetiva do “prado ao prato” e de promover a cooperação tecnológica e a inovação colaborativa.

No âmbito desta dinâmica, importa sublinhar o papel relevante que está reservado às startups e aos investidores como alavancas para o processo de inovação.

Mas afinal quais são as verdadeiras oportunidades desta nova era?

Os principais impactos deverão sentir-se ao nível da otimização dos recursos e dos processos e da melhor rentabilização dos ativos. Os benefícios aparecerão igualmente ao nível dos inventários, dos sistemas de gestão da qualidade, ambiente e segurança, do confronto entre oferta e procura e da redução do time-to-market.

Apesar de tudo, este não deixa de ser um caminho com várias incógnitas e diversos riscos, mas as nossas empresas saberão construir o seu caminho de sucesso e afirmar a indústria agroalimentar como exemplo da transformação digital.

Nota: Artigo publicado na edição impressa da TecnoAlimentar 14, no âmbito do dossier Robótica na Indústria Alimentar.

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