Robótica na Indústria Alimentar: o futuro é hoje

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A Robótica na Indústria Alimentar é, há já algum tempo, um facto natural para o mercado nacional, europeu e global. Uma realidade que tem vindo a ganhar dimensão em Portugal. Muitas empresas aproveitam as cada vez mais inovadoras tecnologias para ganhar competitividade e poupar recursos. Sempre com um objetivo comum: obter uma maior eficiência e melhorar os processos de produção.

Texto: Ana Clara

Fotos: Nestlé e Arquivo

As tecnologias digitais têm alterado, e muito, a forma como cidadãos e empresas passaram a comunicar e a agir. Este facto trouxe igualmente novos modelos de negócio que também se aplicam ao comportamento dos consumidores.

São cada vez mais as empresas que utilizam robots nas suas empresas e fábricas, cumprindo, desta forma, a chamada Indústria 4.0, que consiste na integração de equipamentos, robots articulados com a Internet das Coisas.

Na área alimentar, a utilização destas tecnologias permite fazer face a um problema que já é real. Sabemos que a população mundial vive cada vez mais em cidades – e a tendência é para aumentar essa procura - e isso obriga a respostas mais concretas, nomeadamente para fazer face às necessidades de alimentos processados e embalados, e criando um paradigma novo no que respeita aos processos de embalagem e paletização.

Para atender essa crescente procura, a automação e a robótica são a solução, agregando valor ao segmento de embalagens na indústria de alimentos.

A IV Revolução Industrial

Com a entrada da digitalização nos setores industriais, ou a Quarta Revolução Industrial, pela qual também é conhecida, os processos deixam de ser mecânicos, estáticos, sendo substituídos por robots, que são facilmente programáveis para atender às diversas necessidades de fabricantes e consumidores.

Um robot pode ser programado para uma aplicação diferente em ambiente virtual e pronto para um novo produto em algumas horas, ampliando as possibilidades das fábricas e acelerando o lançamento de novos produtos no mercado.

Neste cenário podemos ainda incluir a questão da competitividade na indústria de alimentos e bebidas. Para obter ganhos em produtividade e eficiência, a adoção de tecnologias de ponta é mais que urgente para garantir a sustentabilidade do negócio e da competitividade das empresas.

Somado a isto tudo, temos as possibilidades da automação logística, que permite às empresas acelerar processos de distribuição, sendo mais ágeis a chegar aos consumidores.

A Robótica e a Nestlé

Presente em 191 países, com mais de 2000 marcas (globais e locais), a Nestlé assume-se como a maior empresa de alimentação e bebidas a nível mundial.

Também no âmbito dos seus processos, a adaptação às novas tecnologias tem sido evidente. Em declarações à TecnoAlimentar, a Nestlé Portugal recorda que «a elevada exigência e rigor impostos pelos critérios de segurança que a Nestlé define para si, em respeito com a legislação em vigor, tem como aliado a utilização de vários sistemas automatizados, mas estes são também um poderoso parceiro na simplificação e otimização do controlo dos processos, com evidentes benefícios para a produtividade».

A marca adianta que «as tarefas desempenhadas pela máquina podem ir desde o controlo otimizado de um processo, que poderá ser de elevada complexidade, até à manipulação repetitiva e com grande precisão de cargas e seu respetivo acondicionamento».

Tal como se pode ver na imagem, estes robôs desempenham tarefas como a formação de uma simples palete, até à gestão de um grande armazém.

«Os sistemas automatizados são o parceiro ideal do Ser Humano, pois ao libertá-lo da execução de tarefas perigosas e repetitivas, permitem-lhe concentrar-se mais nas tarefas de planeamento e de gestão, tendo como poderosa extensão física a robótica e toda a automação associada», salienta a Nestlé Portugal.

Nota: Artigo publicado no âmbito do dossier Robótica na Indústria Alimentar, publicado na edição impressa da TecnoAlimentar 14.

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