Exportação de vinho cresce 6,5% e atinge os €830 milhões em 2018

  • 14 janeiro 2019, segunda-feira
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A exportação de vinho em 2018 terá atingido a cifra dos 830 milhões, crescendo 6,5% face ao ano anterior. É um novo recorde de um setor que tem estado, esta década, em modo de crescimento sustentado.

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A ambição do setor «é atingir a barreira simbólica dos mil milhões de exportações em 2022», diz Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal. Mas, o gestor adverte que a evolução, além da «dinâmica do setor» depende também do «comportamento da economia internacional».

A articulação «entre empresas, comissões vitivinícolas regionais e a ViniPortugal» e «ações de promoção concertadas» suportam «a forte convicção, que o objetivo dos 1000 milhões será alcançado», diz Jorge Monteiro.

O desempenho favorável das exportações de vinho regista-se, sobretudo, nos vinhos de mesa sendo impulsionado por mercados não tradicionais. O vinho do Porto, por exemplo, estagnou.

Nos mercados, regista-se uma mudança de perfil. A proximidade cultural (países de expressão portuguesa) e geográfica (mercados europeus) combina agora com as vendas em grandes mercados, como os Estados Unidos, Canadá, China ou o Japão.

«São os vinhos de mesas certificados, como os de Denominação de Origem ou Indicação Geográfica, nos mercados fora da União Europeia que se perfilam como as locomotivas do crescimento das exportações», nota Jorge Monteiro.

Angola perdeu importância por causa da crise dos últimos anos, mas permanece como o nono principal destino, em valor. A queda verifica-se nos vinhos certificados, com maior preço médio.

Em 2018, a tendência de subida do preço médio manteve-se, cumprindo a pedalada anual de mais três ou quatro cêntimos.

A evolução favorável foi mais evidente fora da Europa. Entre 2010 e 2017, o preço médio global, entrando com todas as categorias de vinho, evoluiu de 2,30 euros para 2,61 por litro.

A lista de mercados com melhores desempenhos nas vendas até ao fim de outubro conta à cabeça com Estados Unidos, Brasil Canadá e mercados de menor dimensão como a Suíça, Noruega ou Japão.

Uma das virtudes do negócio do vinho de mesa é a diversidade de mercados, evitando a dependência excessiva de núcleo restrito de países, como sucede com o vinho do Porto.

Jorge Monteiro aponta como principais méritos dos vinhos portugueses a relação qualidade/preço, a diversidade de castas autóctones evitando a banalização e a notoriedade e reconhecimento internacional do próprio país no exterior.

Fonte: Expresso