Comida em fim de prazo com espaço próprio nos supermercados

Por ano, são desperdiçados um terço dos alimentos mundiais com um custo para a economia na ordem dos 990 mil milhões de euros.

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A Estratégia Nacional e Plano de Ação no Combate ao Desperdício Alimentar tem focado os esforços na redução do desperdício alimentar.

Em Portugal, o desperdício anual ronda um milhão de toneladas de alimentos, que contrasta com os 29% de crianças em risco de pobreza, noticia o JN.

Nesse sentido, a Comissão Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar (CNCDA) elaborou um documento, com o propósito de prevenir, reduzir e monitorizar o desperdício, através de 14 medidas especialmente relacionadas com a sensibilização dos consumidores.

A criação de pontos de venda específicos de produtos em fim de validade é a novidade que pretende «assegurar que os bens alimentares próximo da data limite de validade tenham um circuito comercial que assegure o seu consumo», diz o documento revelado pelo JN.

Não se trata de criar lojas específicas para estes produtos, mas sim de áreas devidamente assinaladas dentro de, por exemplo, um hipermercado, esclarece Isabel Jonet, presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome.

«O objetivo é aproveitar os canais de distribuição [já existentes]», adianta a responsável da Associação.

«A iniciativa é muito oportuna, estamos muito atrasados em relação a outros países. O problema é enorme», lamenta Jonet. A criação de lojas apenas de produtos em resolução de validade foi experimentada na Dinamarca, mas sem sucesso.

Os dados do JN avançam que a cada ano são desperdiçados um terço dos alimentos mundiais com um custo para a economia na ordem dos 990 mil milhões de euros.

Fonte: Jornal Económico