O futuro da Segurança Alimentar passa pela tecnologia

O plano nacional de saúde identifica a área da segurança alimentar como imprescindível para a promoção da saúde pública. Numa indústria que dificilmente perderá o seu impacto, o constante controlo e preservação da qualidade e segurança dos produtos são essenciais para a confiança do consumidor, que está cada vez mais exigente. 

Por: Andreia Miranda

Esta garantia apenas é conseguida através de um conjunto de normas e cuidados, aplicados desde a produção até à comercialização dos géneros alimentícios.

Os produtores e comerciantes são, assim, submetidos a legislação específica, que abrange práticas de higiene, modos de produção e rotulagem e embalagem. São estes que permitem a correta identificação do produto, proteção da fraude alimentar, entre outros.

São várias as entidades responsáveis pelo aconselhamento e fiscalização do cumprimento da legislação. Os estabelecimentos são fiscalizados por autoridades como a ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica) e delegações de saúde, que asseguram a defesa dos consumidores e da saúde pública.

O Regulamento (CE) n.º 852/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 29 de abril de 2004, refere os Operadores de Empresas do Sector Alimentar (OESA) como responsáveis pelo correto acompanhamento e registo de todas as fases de produção de um género alimentício.

O Regulamento estipula, ainda, que "os OESA devem aplicar procedimentos baseados nos princípios do Sistema de Análise de Perigos e Controlo de Pontos Críticos (HACCP), associados com o cumprimento das regras de Boas Práticas de Higiene (BPH), de modo a satisfazer os requisitos em matéria de higiene".

O HACCP, obrigatório para todos os estabelecimentos que produzam ou comercializem géneros alimentícios, apenas funciona após a implementação de um programa de pré-requisitos, constituído por um conjunto de procedimentos e instruções de trabalho que permitirão o desenvolvimento de um sistema de autocontrolo eficaz.

Este acompanhamento permanente acaba por ser o calcanhar de Aquiles de muitas empresas, que, devido à exigência do sistema, acabam por se desleixar, tanto nos registos, como na parte formativa. A solução para este problema passa por um software que otimiza a implementação do Sistema HACCP.

O epack Hygiene possui todas as funcionalidades necessárias para gerir, de forma simples, o Plano de Segurança Alimentar (PSA) de cada área de negócio. Esta solução HACCP digital é completamente adaptada às necessidades de cada entidade, sendo totalmente personalizada à atividade onde atua, desde a identificação dos funcionários, dos equipamentos, até dos Andreia Miranda produtos produzidos ou comercializados.

O epack Hygiene proporciona um acompanhamento global de todas as fases, das quais se destacam:

• Levantamento diário dos registos obrigatórios;

• Acompanhamento da rastreabilidade dos produtos;

• Receção direta dos relatórios de análises microbiológicas;

• Atualização automática do planeamento;

• Consulta e exportação dos dados registados;

Além de ser uma solução mais rápida, levando apenas alguns minutos, é acessível a toda a equipa e completamente clara e imediata. O epack Hygiene é uma introdução à Indústria 4.0, o género de uma quarta revolução industrial, em que as máquinas e os produtos cooperam entre si, tornando-se cada vez mais independentes da mão humana.

A troca imediata de dados facilita todo o processo, causando um grande impacto na produtividade. O seu sistema integrado permite registar, através de um clique, os rótulos criados e manter automaticamente uma cópia, que pode ser exportada, assim como todos os registos, no formato pretendido.

Este sistema de rastreabilidade de todos os agentes intervenientes no setor alimentar é essencial para conhecer a origem e o destino do produto, sendo essencial nos mais variados estabelecimentos e áreas da indústria alimentar, desde talhos, restauração, catering, distribuição/retalho alimentar, padaria/ pastelaria, entre outros.

Assim como todos os mercados, o mercado alimentar encontra-se em constante evolução, necessitando de um produto digital como o epack Hygiene, amigo do ambiente e que resulta de uma intensa observação das necessidades deste meio, continuando em permanente desenvolvimento.

Todas as alterações, seja na regulamentação ou no próprio funcionamento da empresa, são facilmente ajustadas, criando um produto moderno, eficaz na prevenção de qualquer tipo de perigo ou contaminação.

Sendo a primeira solução tátil HACCP, em Portugal e na Europa, especialmente adaptada à restauração, são várias as entidades, de Norte a Sul do país, que já optaram pelo epack Hygiene. Esta ferramenta, sem papel e muito fácil de utilizar, prova que futuro da Indústria Alimentar depende da evolução e da adaptação.

Pode consultar a plataforma online aqui.

Este artigo foi publicado na Tecnoalimentar Nº 21.