Gripe aviária: Casos na Europa diminuem, mas nova variante é detetada na Hungria

FOTO KATHRINMASSE/ PIXABAY
João Guilherme Oliveira
As deteções da gripe aviária de alta patogenicidade (GAAP) registaram uma quebra significativa na Europa durante a primavera de 2026. De acordo com o mais recente relatório trimestral de monitorização, elaborado em conjunto pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) e o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC), o risco para a população geral se mantém baixo, apesar da circulação recorde do vírus em aves selvagens e da deteção de uma nova variante na Hungria.
Aves sob forte pressão viral
Entre 28 de fevereiro e 4 de junho deste ano, os Estados-Membros da União Europeia notificaram 186 surtos em explorações avícolas e aves em cativeiro, além de 763 deteções em aves selvagens.
Embora o número de surtos em aves domésticas se assemelhe ao registado em período homólogo do ano passado, as deteções em aves selvagens foram, pelo menos, três vezes superiores. Segundo os peritos, estes dados refletem uma circulação viral extremamente elevada, afetando sobretudo as aves aquáticas.
No que toca aos mamíferos, os cientistas consideram que o número de infeções detetadas foi reduzido, especialmente se tivermos em conta a forte vaga de surtos registada durante o inverno. Na União Europeia, a raposa-vermelha continuou a ser a espécie de mamífero mais afetada pela doença.
Alerta na Hungria: Nova estirpe H9N2 identificada pela primeira vez
Apesar da tendência geral de descida, o relatório acende a luz de alerta relativamente à Hungria. O país comunicou casos de gripe aviária de baixa patogenicidade da estirpe H9N2 em sete explorações avícolas.
Embora a presença do vírus H9N2 já tivesse sido documentada anteriormente em território comunitário, esta é a primeira vez que se deteta este organismo específico.
Esta variante em particular já foi responsável por casos esporádicos de infeção humana no Médio Oriente e na África Ocidental. Face a este cenário, a EFSA e o ECDC emitiram uma recomendação direta aos Estados-Membros para que monitorizem a situação epidemiológica com a máxima proximidade e vigilância.
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