Campanha europeia #Safe2Eat chega à 6ª edição com foco no consumidor

FOTO PETRE_BARLEA/ PIXABAY
João Guilherme Oliveira
A garantia de que os alimentos consumidos diariamente cumprem critérios rigorosos de qualidade e higiene volta a estar no centro da agenda europeia. Com o arranque da 6ª edição da campanha de sensibilização #Safe2Eat, promovida pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), 23 países – incluindo Portugal, através da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica – uniram esforços para promover escolhas alimentares mais informadas e seguras.
Num ecossistema alimentar cada vez mais globalizado e complexo, a iniciativa pretende desmitificar a ciência por trás do controlo de qualidade dos alimentos e aproximar o cidadão comum das boas práticas de consumo. Entre as prioridades da campanha deste ano destacam-se a leitura e interpretação correta de rótulos, a prevenção e controlo de contaminantes, o manuseamento higiénico na conservação de produtos e a atenção redobrada à presença de alergénios.
Uma responsabilidade partilhada por 23 nações
A edição de 2026 alarga o seu alcance a 18 Estados-Membros da União Europeia e a cinco países parceiros, como Montenegro e Sérvia. Dados recolhidos na edição anterior indicam que a iniciativa já impactou diretamente cerca de 41% dos cidadãos europeus, incentivando o debate público sobre a rastreabilidade e a origem do que chega à mesa.
Em Portugal, a ASAE atua como o ponto focal da EFSA, desempenhando um papel crucial na comunicação dos riscos e no esclarecimento de dúvida dos consumidores. O objetivo principal passa por capacitar a população com orientações científicas práticas, permitindo que fatores como a transparência e a segurança tenham tanto peso na decisão de compra quanto o preço ou o sabor.
À medida que os padrões de exigência do público aumentam, a campanha reforça a ideia de que a segurança alimentar não depende apenas de fiscalizações ou regras industriais, mas sim de uma cadeia de responsabilidade contínua que inclui produtores, distribuidores e, em última análise, os próprios consumidores nas suas escolhas diárias.
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