Valorização de frutos silvestres edíveis para consumo in natura

Por: Ana F. Vinha, Carina Albuquerque, Anabela Costa, Elísio Costa, M. Conceição Manso, Alice Santos-Silva e M. Beatriz Oliveira

frutos silvestres

Resumo

O consumo de frutos que contem compostos com ação antioxidante tem sido associado à redução do risco de incidência de doenças crónicas, causados por stresse oxidativo.

A flora Portuguesa caracteriza-se por uma elevada biodiversidade de espécies vegetais, entre as quais os frutos de Crataegus monogyna Jacq. (pilrito), Rosa canina L. e Arbutus unedo L. (medronho), alvo do estudo que se apresenta.

Procedeu-se à caracterização nutricional dos frutos inteiros e à avaliação dos compostos bioativos e da atividade antioxidante em extratos hidroalcoólicos.

Os frutos apresentaram um perfil nutricional idêntico, caracterizado por teores elevados de água e hidratos de carbono e teores reduzidos de gordura. Quanto aos compostos bioativos determinados (compostos fenólicos, flavonoides e antocianinas) e a atividade antioxidante (DPPH• e FRAP) obtiveram-se teores promissores, com os flavonoides totais a mostrarem uma correlação positiva elevada com a atividade antioxidante.

Foi, também, observada uma elevada atividade antioxidante dos extratos, através da avaliação da ação protetora de eritrócitos contra os danos oxidativos induzidos pelo oxidante AAPH.

Os dados obtidos permitem pensar em novas aplicações destas matérias-primas, não só na indústria alimentar como também na indústria farmacêutica.

A sua valorização pode ter um efeito muito positivo na sustentabilidade social e económica das zonas de produção destes frutos.

(Continua)

Aceda ao artigo na íntegra na edição n.º 5 da edição impressa da Revista TecnoAlimentar.

Solicite a edição ou a assinatura através do seguinte email: marketing@tecnoalimentar.pt.

Saiba mais aqui.