Serão as ervas aromáticas a solução para o consumo excessivo de sal?

De acordo com um estudo da NOVA Medical School, apresentado durante o seminário “As Ervas Aromáticas – nutrição, funcionalidades e inovação”, os portugueses consomem entre 7,4 e 10,7 gramas de sal por dia, o dobro das 5 gramas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

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A especialista contrapôs ainda a teoria atual – que recomenda uma dieta baseada em orientações alimentares – à dieta focada nos nutrientes, defendendo uma alimentação equilibrada em vez de uma dieta complementada com suplementos alimentares.

No seminário organizado pela Vitacress, em parceria com a Associação Portuguesa de Nutrição (APN), o objetivo passou por proporcionar um conhecimento alargado sobre ervas aromáticas – incluindo as suas propriedades e formas de consumo – que as colocam num lugar de destaque na nutrição, e visto que existem ainda inúmeras variedades desconhecidas para os portugueses.

Teresa Serra, do Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (iBET), salientou a influência de diversos alimentos – como alfazema, hortelã, agrião, brócolo, coentro, manjericão, salicórnia e sarcocórnia – no tratamento do cancro colorectal. Através de modelos laboratoriais tridimensionais foi possível concluir que estes alimentos demonstram uma capacidade significativa de inibição do crescimento de células humanas de cancro colorectal (HT29), estando lançadas as bases para novos ensaios pré-clínicos e em animais. Daqui a uns anos, prevê-se que possam ser desenhadas intervenções nutricionais para terapia do cancro na sequência de futuros ensaios clínicos.

Já Helena Real, secretária geral da APN, alertou os participantes para um fator preocupante: menos de 20% da população adere à dieta mediterrânica, ainda que a maioria tenha disponibilidade financeira para o fazer. Esta é, no entanto, uma das formas mais saudáveis de alimentação, sendo que um dos pilares é, precisamente, a redução do consumo de sal culinário e a inclusão de ervas aromáticas nos vários pratos.

Por isso mesmo, Ian Rowland – professor emérito de Nutrição Humana na Universidade de Reading – apresentou três estudos que mediram o potencial das ervas aromáticas e especiarias como facilitadoras da aceitação de vegetais e alimentos com baixo teor de gordura e sal.

Fonte: Distribuição Hoje