Proteínas animais transformadas

Influência na Performance Zootécnica do Pescado.

pescado

Por: Elisabete Matos | Diretora de Inovação - Soja de Portugal

O que são as PAT e porque só agora as voltamos a utilizar na alimentação animal?

A utilização de proteínas animais transformadas (PAT) na alimentação animal é um tema controverso, não tanto devido a questões nutricionais mas sim a questões de saúde pública.

Durante o seculo XX, estas matérias-primas foram utilizadas sem restrições na alimentação animal.

No entanto, em 2001, a União Europeia restringiu severamente a sua utilização, na sequência da crise no setor agroalimentar causada pela chamada “doença das vacas loucas”, a encefalopatia espongiforme bovina (EEB).

A EEB levou ao abate de milhares de cabeças de gado, especialmente no Reino Unido mas também, com menor gravidade, no resto da Europa e nos Estados Unidos.

A causa da epidemia foi atribuída ao uso de farinhas de carne contaminadas com o agente da doença em rações para ruminantes .

Esta doença neurodegenerativa fatal tem um longo período de incubação (entre 2 a 8 anos), tornando complexo o diagnóstico atempado e dificultando o controlo da progressão da doença.

O tratamento da EEB e virtualmente impossível, visto que o agente infecioso não é uma bactéria ou um vírus mas sim um prião.

O prião é uma pequena proteína anormal que se consegue replicar e, nalguns casos particulares, consegue passar a barreira entre espécies (suspeita-se da transmissão a humanos de uma variante da doença através do consumo de carne de vaca).

O prião causador da EEB tem um peso molecular que ronda os 35 mil Dalton.

Considerando que não é possível eliminar o prião com antibióticos, antivirais ou inativá-lo através de esterilização, a União Europeia tomou a decisão mais conservadora que podia tomar na altura e proibiu por completo o uso de proteínas de origem animal em rações para animais.

(continua)

Nota: Artigo publicado na edição impressa da TecnoAlimentar 5 no âmbito do dossier Mar&Aquicultura.

Para aceder à versão integral, solicite a nossa edição impressa.

Contacte-nos através dos seguintes endereços:

Telefone 225899620

E-mail: marketing@agropress.pt