Projeto de criação de ostras abre segunda fase de financiamento

A OysterWorld, produtora nacional de ostras, vai iniciar a segunda fase de financiamento do projeto em Portugal, cujo objetivo é angariar 2,1 milhões de euros.

 

Texto: Sofia Monteiro Cardoso

O projeto será suportado, na maior parte, por um financiamento a fundo perdido do programa Mar 2020, no montante de 1,7 milhões de euros. A quantia em falta será conseguida através de capitais próprios e uma linha de financiamento de longo prazo.

 “Depois do sucesso da primeira ronda de investimento na crowdlending (ato de uma pessoa particular emprestar dinheiro diretamente a uma empresa que precise desse capital) GoParity, que fechou em cinco dias, a OysterWorld abre uma segunda ronda, desta vez com o objetivo de angariar 150 mil euros, com uma TANB (Taxa Anual Nominal Bruta) de 5,2% e uma maturidade de dois anos”, é possível ler-se no comunicado da empresa no GoParity, a primeira plataforma de investimento sustentável portuguesa.

Com a segunda fase em curso, a empresa tem prevista a implementação de mais seis fases de financiamento, dando um total de oito campanhas onde se pretende “adquirir um adiantamento até atingir o montante total de um milhão de euros”.

O objetivo da empresa passa por iniciar uma produção sustentável do seu produto, que defende ter “um impacto positivo devido ao seu caráter purificador da água e captador de carbono da atmosfera”. A produtora pretende assim utilizar métodos sustentáveis e inovadores, o que também poderá aumentar a sua competitividade no mercado externo.

O fundador da OysterWorld, Francisco Bernardino, afirma que a produção de ostras poderá reduzir a necessidade de recorrer à pesca extrativa, não prejudicando o oceano em termos ambientais e com exploração excessiva. A produção de ostras também não utiliza qualquer tipo de fármaco e proporciona emprego fixo durante todo o ano, não se tratando de uma atividade sazonal.

Em relação ao equipamento, os objetivos passam por aprofundar os tanques, construir mais comportas, restruturar o armazém e casa do guarda, adquirir painéis solares, instalar um gerador e outros equipamentos de suporte, entre outros. 

“Este investimento vai permitir um novo equipamento produtivo, um método inovador testado no estrangeiro e que os diferenciará da concorrência, e que permitirá a utilização do sistema de bolsas rotativas”, acrescentam.

A OysterWorld pretende aumentar a sua capacidade produtiva para as 360 toneladas. Quem apostar no projeto pode obter um retorno de 5,2 ao ano e o mínimo para investir situa-se no valor de 20 euros.

Fundada em 2013, a empresa produz e comercializa ostras em Setúbal. Grande parte da sua produção é exportada para países como a Holanda, França e Espanha.