Estudo: Universidade de Évora recruta participantes para comer queijo

Investigadores da Universidade de Évora querem perceber que emoções as pessoas associam aos diferentes tipos de queijo e de como sabor, cheiro e textura influenciam as preferências.

queijos

Neste contexto, o estudo que decorre de 10 a 19 de dezembro, convida os interessados à participação. E há prémios.

Que emoções há num queijo? A pergunta é o ponto de partida para o estudo conduzido por investigadores da Universidade de Évora, no Alentejo, no âmbito do projeto Sabor Sur (Interreg V).

O estudo, que decorre entre 10 e 19 de dezembro, convida todos os interessados a provar diferentes tipos de queijo, a identificar as suas características sensoriais e as emoções que estes lhe suscitam. Quem participar [inscrições aqui] fica habilitado ao sorteio de uma máquina de café, um pacote de experiências gastronómicas, um powerbank ou brindes.

Os participantes no estudo terão de provar diferentes amostras de queijo, classificando as suas características sensoriais (por exemplo doce, salgado, amargo) e as emoções que cada queijo lhe suscita (como alegria, nojo, surpresa).

Quem não gosta de queijo pode participar, mesmo que não prove as amostras. Para além disso, será pedido aos envolvidos no estudo que respondam a algumas perguntas sobre a sua maneira habitual de ser e de agir e sobre os seus hábitos alimentares.

Os interessados podem optar entre as várias sessões que irão decorrer em dois polos da Universidade de Évora, no Colégio Luís António Verney e no Polo da Mitra.

O grupo responsável pelo estudo é constituído por investigadores de diferentes áreas científicas e tem como objetivo estudar os determinantes das escolhas e preferências alimentares, cruzando perspetivas biológicas, sensoriais, psicológicas e sociais.

O queijo, presente na dieta humana desde que existe registo histórico, conta atualmente com mais de 1800 variedades em todo o mundo. Capaz de assumir diferentes formas, cores, sabores e texturas, o queijo é um produto que pode dividir opiniões, mas ao qual é difícil ficar indiferente.

Pela sua versatilidade, é capaz de se adaptar aos mais diferentes contextos e, por isso, também capaz de evocar emoções muito diversas.

Essas características justificaram a sua escolha como protagonista do estudo.

Como refere Elsa Lamy, coordenadora do projeto, «as escolhas alimentares dependem de diversos fatores. As pessoas podem preferir determinados aspetos sensoriais, em termos do sabor, cheiro ou textura dos alimentos, mas as escolhas não dependem apenas das características dos alimentos, mas também das características das próprias pessoas. É por isso que atualmente se começam a estudar, não só as diferenças individuais, em termos de perceção sensorial, mas também em termos das emoções ou da personalidad».

Fonte: Lifestyle.Sapo