Aditivos Alimentares: uma “tendência natural”

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Os ingredientes e aditivos naturais para conservar alimentos, como óleos essenciais derivados de especiarias ou frutas como o limão e a lima, estão a ganhar terreno relativamente aos conservantes químicos nas indústrias alimentares, uma tendência para o natural que supõe uma valorização do produto na opção de compra. Assim o defendem especialistas do Centro Tecnológico Ainia, que afirmam que está “na moda” a rotulagem “sem E”, letra com que se classificam todos os aditivos autorizados para uso alimentar na Europa. Encarna Gómez, do departamento de Novos Produtos de Ainia, afirma que dentro das substâncias de origem natural destacam-se os óleos essenciais, que derivam na sua maior parte de especiarias como a salva, rosmaninho, cominhos, tomilho, orégãos, canela, e também de frutas como o limão e a lima.

Alguns dos estudos dentro deste campo destacam-se o uso da canela como antibacteriano natural, e outros fazem uma revisão das vantagens e inconvenientes associados ao emprego de alguns antimicrobianos naturais como os terpenos (timol ou carvacrol), péptidos (nisina), polissacarídeos (quitosano) e compostos fenólicos (eugenol).

Joaquin Carnicero, técnico do departamento de Novos Produtos da Ainia, assegura que estão a ser realizados importantes avanços na conservação de alimentos orientados para manter a qualidade organolética (aspetos como o sabor, odor, cor ou aspeto) ao longo da vida útil do alimento.

Estes avanços são motivados pelo consumidor, que procura alimentos naturais mas não está disposto a renunciar à qualidade e, para além disso, procura que a data de validade do produto também se mantenha.

Melhoria da experiência sensorial do consumidor

Deste modo, a indústria está a trabalhar na melhoria da experiência sensorial do consumidor, na relação da perceção do produto como fresco e natural.

O técnico explica que cada vez mais consumidores pedem que a rotulagem dos alimentos seja cada vez mais reduzida e com o menor número de aditivos químicos.

Segundo o técnico, a conservação com aditivos naturais “não tem por onde encarecer” o produto e assinala que a qualidade sensorial dos alimentos e a caducidade “pode ser a mesma” do que dos alimentos com conservantes químicos.

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