Quotas de pesca para 2019 crescem com aumento da abundância de várias espécies

  • 08 novembro 2018, quinta-feira
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Comissão Europeia apresentou a sua proposta para as possibilidades de pesca no Atlântico e mar do Norte: capturas de carapau, linguado, pescada e bacalhau poderão aumentar no próximo ano.

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A proposta apresentada esta quarta-feira pela Comissão Europeia para as quotas de pesca do próximo ano prevê um aumento dos totais admissíveis de capturas para espécies como o carapau, o linguado, a solha ou a pescada do Norte.

No caso do bacalhau, também está prevista uma subida da quota de pesca no Atlântico.

Mas a proposta de Bruxelas vai no sentido de proibir todas as capturas de bacalhau na zona a Oeste da Escócia, no mar Céltico, e nas águas ibéricas do golfo da Biscaia, em função dos alertas dos cientistas que recomendaram a fixação de uma taxa zero.

«O ano de 2019 constituirá um marco para o sector da pesca na Europa», afirmou o comissário europeu do Ambiente, Assuntos, Marítimos e Pesca, Karmenu Vella, em defesa da sua proposta de possibilidades de pesca no Atlântico e no mar do Norte.

Em traços gerais, a Comissão propõe o aumento da quota de pesca de 27 unidades populacionais comerciais, traduzindo o aumento da abundância de algumas espécies como o lagostim, a pescada do Norte ou o carapau do Sul.

Para outras 35 unidades populacionais, é preconizada a manutenção dos níveis de pesca fixados para este ano, enquanto para outras 22 é proposta uma redução do do total de capturas (sendo que em cerca de metade, essa redução é inferior a 20%).

Se os Estados membros da União Europeia decidirem adoptar sem alterações a proposta da Comissão - o plano para as quotas de pesca de 2019 é fixado no Conselho das Pescas de 17 e 18 de Dezembro - a pesca de algumas espécies comerciais poderá aumentar significativamente.

Para uma das unidades populacionais da solha, por exemplo, a quota proposta é de 1608 toneladas, mais 215% do que o valor actual de 511 toneladas. A quota do areeiro tem aumentos que podem variar entre os 47% e os 35% conforme as águas, enquanto que as toneladas de pescada podem crescer 23%, 28% ou 37% em função das unidades populacionais.

Segundo a Comissão Europeia, a pesca sustentável na Europa registou um “grande progresso”, e por isso as unidades populacionais pescadas ao nível do rendimento máximo sustentável aumentam agora para 53. Em 2017, eram 44 e em 2009, apenas cinco.

Fonte: Público