PSD defende criação de entidade reguladora para setor agroalimentar

O presidente do Partido Social Democrata (PSD), Rui Rio, desvendou esta sexta-feira (19 de julho) na sede do PSD, no Porto, as prioridades do programa eleitoral do partido para o setor agrícola.

Texto: Ana Catarina Monteiro

O PSD defende a criação da Entidade Reguladora do setor agroalimentar para garantir uma concorrência efetiva e um equilíbrio entre produção, transformação e distribuição. 

O programa eleitoral do PSD para o setor da Agricultura tem cinco capítulos e sugere a criação de uma entidade reguladora para o setor agroalimentar, o aumento do investimento na reflorestação, um regime simplificado de política agrícola, apoios para os primeiros investimentos e linhas de crédito com garantia pública, entre outras medidas. O programa contém também um capítulo dedicado ao regadio como base da agricultura e da proteção ambiental.

Segundo dados do partido, a agricultura e as florestas gerem 90% do nosso território e são responsáveis por "grande parte da gestão do ciclo da água, indispensável à vida".

Quanto aos incentivos para os jovens agricultores, o partido quer dar apoio ao crédito institucional e na aquisição de terras.

No que diz respeito às florestas, o PSD propõe apoiar a reflorestação de “30 mil hectares por ano, correspondendo a uma afetação de despesa pública de 75 milhões de euros por ano, no quadro do PDR 2020-2017 - em contraste com o atual PDR que na medida de florestação de terras aprovou apenas mil e oitocentos hectares de novas plantações nos cinco anos de execução já decorridos", disse Rui Rio.

O PSD considera o setor agroflorestal um "pilar fundamental" para a economia e coesão territorial, já que a agricultura e a floresta representam 5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, 14% do emprego, 13% das exportações e 15% das importações.