Estados Unidos e UE chegam a acordo para comercialização de carne de vaca

Os Estados Unidos assinaram um acordo com Bruxelas para comercialização de carne de vaca.

Texto: Ana Catarina Monteiro

«Hoje é um grande dia, um acordo maravilhoso para muita gente. Hoje assinamos um acordo que tornará mais fácil exportar carne de vaca norte-americana para a União Europeia», anunciou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, citado pela agência Lusa.

A carne exportada pelos Estados Unidos não pode, segundo o presidente norte-americano, ser tratada com hormonas de crescimento.

Para o embaixador da União Europeia (UE) nos Estados Unidos, Stavros Lambrinidis, que também esteve presente na cerimónia, o pacto pode servir para «fortalecer» a relação entre Bruxelas e Washington.

A Comissão Europeia já tinha anunciado em julho um acordo com os Estados Unidos para que os produtores norte-americanos vendessem na Europa uma maior quantidade de carne de vaca, com a condição de não ter sido alterada com determinadas hormonas de crescimento.

Com este acordo, que tem agora de ser ratificado pelo Parlamento Europeu antes de entrar em vigor, os produtores norte-americanos poderão vender anualmente na Europa até 35 000 toneladas de carne de vitela durante um período de sete anos.

Algumas empresas norte-americanas estão proibidas de vender a sua carne na Europa porque utilizam hormonas para engordar artificialmente o gado, as quais foram vetadas pela regulamentação europeia por receio que afete a saúde pública. A UE proibiu em 1989 a importação de carne de vaca modificada geneticamente dos Estados Unidos.

Em 2003 a comunidade europeia decidiu proibir permanentemente a carne de vitela tratada com uma hormona chamada estradiol (um esteroide sexual feminino) e vetou temporariamente a carne alterada com outros cinco tipos de hormonas. A decisão fez com que Washington levasse a UE perante a Organização Mundial do Comércio (OMC) por considerar que estava a infringir as normas internacionais de comércio.

Em 2009, a UE e Washington alcançaram um acordo que estabelecia que os Estados Unidos e outros países podiam vender na Europa até 45 000 toneladas anuais de carne de vaca sem hormonas de crescimento.

O que o novo acordo estabelece é que daquela quota de 45 000 toneladas, cerca de 35 000 serão vendidas exclusivamente por produtores norte-americanos.