Desenvolvimento de uma embalagem alimentar: principais requisitos e desafios

Por: Ana Sofia Calado, R&D Manager Gallo Worldwide

emabalagem

Desde sempre que as embalagens alimentares apresentaram um papel importante no transporte e preservação dos alimentos até ao momento de consumo, existindo cada vez mais um aumento de exigências e requisitos colocado sobre as mesmas.

Uma embalagem alimentar é vista como um fator importante no processo de construção da marca e de comunicação desta com os consumidores.

Para além de expôr o produto procurando chamar atenção, a embalagem precisa de seduzir, comunicar e construir vínculos com o consumidor oferecendo algo mais para além da sua função original de conter e proteger o produto.

A Gallo, enquanto empresa da área alimentar, tem um grande foco e preocupação em todo o processo de desenvolvimento das suas embalagens alimentares, no papel que desempenham para que o produto chegue com Qualidade aos vários consumidores distribuidos por mais de 40 países.

Os Requisitos de Marketing, ou poderemos denominá-los de requisitos dos consumidores, acabam por ser o motor das constantes melhorias das embalagens alimentares e da necessidade permanente de inovação.

Como principais requisitos temos, actualmente, a necessidade das marcas desenvolverem embalagens com uma imagem atractiva e diferenciadora, através da escolha cuidada do formato, cores de impressão e materiais utilizados.

A opção por um formato proprietário, exemplo da Gallo, permite a diferenciação no linear e o apoio à identidade da marca. A transparência surge como outro requisito, resultante da procura cada vez maior por parte do consumidor de informação sobre toda a cadeia de valor do produto, como a origem e a garantia de qualidade, por exemplo.

Os vários requisitos de Conveniência de uma embalagem alimentar são hoje em dia decisivos no momento da escolha do consumidor, tais como a ergonomia e peso da embalagem, a funcionalidade e a diminuição do tempo necessário no momento de utilização, a garantia de uma utilização “limpa”, assim como a capacidade de preservação do alimento, através da escolha por vidro escuro, por exemplo.

A preocupação crescente do consumidor por produtos “amigos do ambiente” levam as marcas a incorporarem os requisitos de Sustentabilidade no desenvolvimento das suas embalagens alimentares, optando por materiais biodegradáveis e recicláveis. Também o custo e a rapidez são fundamentais numa sociedade cada vez mais competitiva e na procura das marcas pela liderança.

A Gallo sendo uma marca que possui somente uma fábrica onde produz todos os produtos que comercializa, é bastante rigorosa no planeamento de toda a ocupação das suas linhas de produção.

Como tal, para garantir que o desenvolvimento de novas embalagens decorre de forma a criar o mínimo de impacto possível no dia-a-dia fabril, o mesmo faz parte do processo interno de inovação, cujas várias etapas estão bem definidas e são levadas a cabo por uma equipa multidisciplinar, crítica para o sucesso de todos os projectos.

É fundamental que quando uma nova embalagem entra em produção esteja totalmente conforme com os Requisitos Operacionais, como por exemplo que não tenha um impacto negativo na performance das linhas de produção.

Para tal no momento de escolha da geometria da embalagem é assegurada a existência de superfície de contacto entre as embalagens, atrito na base e estabilidade durante a circulação nas linhas.

Durante o desenvolvimento da embalagem é garantido não só o seu correcto funcionamento nas linhas de embalamento, como os requisitos de armazenagem e logísticos procurando-se a eficiência nos custos e a máxima capacidade no transporte, não colocando em causa a estabilidade.

A embalagem deve ter um correcto comportamento em linha, o qual é validado através da realização de vários testes produtivos, que vão desde o teste de algumas amostras até testes industriais, os quais permitem validar a velocidade das linhas, os parâmetros dos equipamentos e a necessidade de novas peças, assim como a dimensão, composição e acabamento da embalagem.

As embalagens de vidro da Gallo “viajam” longas distânicas utilizando diferentes meios de transporte, sendo crítico validar a resistência ao impacto não só da embalagem primária, como da secundária e terciária.

Para tal, são realizados testes de resistência e transporte, em laboratórios externos, onde a embalagem é sujeita a condições de vibração, rotação, humidade e temperatura representativas da realidade. Por último, é ainda validado laboratorialmente o cumprimento dos requisitos em termos de funcionalidade, através de ensaios de validação da capacidade nominal, estanquecidade e condições de utilização: caudal, corta-gota, inviolabilidade, abertura/fecho, picotado e vincagem.

(continua)

Nota: Artigo publicado na edição impressa da TecnoAlimentar 17, no âmbito do Dossier Embalagem na Indústria Alimentar.

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