Danone envia 5 mil vacas para a Sibéria para reduzir preço do leite

O grupo francês investiu num terreno de 60 hectares na Sibéria para onde vai transportar cerca de 5 mil vacas.

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O objetivo é reduzir o preço da produção de leite que disparou 14% no último ano na Rússia.

A Danone investiu numa quinta na Sibéria de 60 hectares para tentar reduzir o preço da produção de leite, que nos últimos anos tem disparado na Rússia devido à proibição da importação produtos lácteos da União Europeia.

A empresa francesa está a transportar a partir da Holanda e da Alemanha cerca de 5 mil vacas para a Sibéria, para a quinta que se situa perda da cidade de Tyumen, disse à Bloomberg Charlie Cappetti, responsável da subsidiária russa da Danone.

Com a medida implementada pelo presidente russo Vladimir Putin em 2014, «os preços do leite têm aumentado constantemente», o que «coloca produtos como iogurtes sob pressão», lamentou o responsável. Segundo Charlie Cappetti só este ano os preços cresceram 14%.

Apesar da Danone não ter por regra investir em agricultura, decidiu abrir uma exceção na Rússia. Isto porque depois da proibição da importação de produtos lácteos da União Europeia, a procura por leite disparou com os produtores locais a serem obrigados a substituir o queijo francês camembert e o italiano pecorino. O que exacerbou os efeitos inflacionistas da fraqueza do rublo.

O investimento na Sibéria, em parceria com um produtor local, já permitiu o fornecimento de leite à Danone desde maio deste ano, estando previsto que as restantes cinco mil vacas cheguem em setembro à quinta.

«Esperamos que a inflação do leite na Rússia diminua no próximo an», apontou o executivo da Danone.

A diferença entre a oferta e a procura já está á diminuir à medida que o novo leite está a chegar ao mercado, incluindo o da quinta siberiana da Danone.

No entanto, apesar de poder ajudar a indústria láctea russa a recuperar em termos de volume, a Danone não espera uma rápida retoma económica no país, sublinhou Charlie Cappetti, citado pela Bloomberg.

«As vendas na Rússia têm crescido em linha com a inflação no primeiro semestre e devem aumentar em 2018», acrescentou, sem avançar com números.

Fonte: Jornal de Negócios