Consumo de vinhos cresce em Portugal

  • 14 dezembro 2017, quinta-feira
  • mercados

O mercado dos vinhos em Portugal apresenta um crescimento de 8% em volume no designado canal on trade (restauração) e 4% no canal off trade (compras em lojas).

vinhos

No que diz respeito às embalagens, garrafa (42,5%) e bag in box (39,6%) continuam a ocupar as maiores fatias do mercado, crescendo ambas a 5% no último ano móvel. O barril ganha especial importância no consumo fora de casa (on trade), com um crescimento de 25% e uma quota de mercado que já atinge os 8%.

Embora todos os tipos de vinho apresentem crescimentos, são os vinhos de mesa nacionais os mais dinâmicos, crescendo 7% no total do mercado em Portugal.

O crescimento do bag in box resulta essencialmente do dinamismo dos vinhos de mesa, que representam 85,3% deste tipo de embalagem.

Manuel Carvalho Martins, New Business Development Manager da Nielsen, explica que «o vercado de Vinhos em Portugal demonstra um dinamismo muito positivo, sendo hoje um mercado com produtos de muito boa qualidade. Os vinhos representam um 'cluster' muito relevante na economia nacional, apresentando também um forte dinamismo nas exportações realizadas».

Verificou-se ainda que, neste período, nos hipers e supermercados, 54% das vendas de vinho de garrafa foram realizadas através de promoções, tendo este valor crescido dois pontos percentuais face ao ano anterior e com aumentos em todas as regiões vitivinícolas.

Com níveis de promoção do vinho acima da média dos bens de grande consumo, Manuel Carvalho Martins destaca a importância «de promoções de qualidade, que incentivem a inovação e proporcionem ao consumidor a capacidade de comprar produtos mais sofisticados, mais caros e em maior quantidade».

Também resultado da procura por produtos mais caros, verifica-se, nos vinhos de garrafa, um aumento de preços médios no total do mercado. Este cenário é sustentado pelo aumento de preços no sector off trade (lojas), verificando-se no entanto uma ligeira descida de preços no on trade.

No que se refere às diferentes regiões vitivinícolas, também se observam comportamentos distintos de acordo com os mercados. Na restauração verificou-se uma maior procura de vinhos em garrafa das regiões do Douro, Minho e Tejo. No mercado off trade as regiões que mais crescem são Lisboa, Dão e Setúbal.

Sendo esta uma altura determinante para o comportamento do vinho, assistimos em 2017 às feiras de vinhos a ganharem importância neste mercado, apresentando um crescimento em valor de 8%.

Neste período, as vendas de vinhos nas superfícies comerciais representaram 17% do total de vendas do ano em valor, um crescimento de um ponto percentual face ao período homólogo.

No período de feiras de 2017, as regiões que apresentaram maior dinamismo em volume foram o Dão (+25%) e o Douro (+22%). Apesar do Alentejo (-1%) apresentar um ligeiro decréscimo em quantidade, esta região cresceu 8% em faturação.

«As feiras de vinhos de 2017 confirmaram a boa performance do mercado de vinhos, com vendas bastante superiores neste ano e crescimentos ainda maiores em faturação, comparativamente com 2016. Também o verão deste ano foi muito positivo para os vinhos, assim como para todo o sector de bebidas, com vendas acima de 2016», explica o responsável da Nielsen.

Para Manuel Carvalho Martins, «o crescimento deste mercado passa por continuar a criar a apetência ao vinho como produto nacional de grande qualidade e com uma boa relação qualidade-preço, ganhando consumidores a outras categorias. De facto, numa realidade em que os consumidores estão mais disponíveis para o consumo e para a experiência, a qualidade e a diferenciação são fatores fundamentais para que o mercado do vinho continue a apresentar tendências positivas».