Consumo de refrigerantes cai 25% em meio ano

  • 19 setembro 2017, terça-feira
  • mercados

O consumo de bebidas açucaradas caiu 25% entre fevereiro e julho, quando entrou em vigor a nova taxa sobre estes produtos, noticia o Jornal de Notícias. 

refrigerantes

Os portugueses parecem estar a reagir à introdução da taxa sobre refrigerantes e outras bebidas açucaradas. O secretário de Estado adjunto e da Saúde avançou ao Jornal de Notícias que a venda destes produtos caiu 25% entre fevereiro e julho deste ano, sendo que o consumo de bebidas menos açucaradas cresceu na mesma proporção.

Em fevereiro, as bebidas mais açucaradas representavam 45% do total das vendas e as menos açucaradas 55%, estavam muito próximas. Em julho, as mais açucaradas representavam 27% face a 73% das menos açucaradas. Em seis meses, um espaço muito curto, houve uma transferência grande do consumo, o que é muito positivo”, disse o secretário de Estado Fernando Araújo.

Por outro lado, o Estado já arrecadou 46,7 milhões de euros com este imposto e mantém, segundo o mesmo jornal, a meta dos 80 milhões no final do ano, tal como está inscrito no Orçamento do Estado para 2017.

O governante avançou ainda que está em cima da mesa a introdução de mais um escalão, abaixo dos existentes, de forma a pressionar os produtores a reduzirem o açúcar.

Também a indústria se tem adaptado e já houve produtores, como a Sumol, a reduzirem o teor de açúcar para pagarem menos imposto. Também a Coca-Cola tem apostado na publicidade da Coca-Cola Zero.

Porém, não é líquido que esta mudança de comportamentos alimentares se deva exclusivamente à introdução dessa taxa e consequente aumento dos preços. É que os comerciantes tiveram até abril para escoar as bebidas ao preço antes deste imposto e já antes disso — no primeiro trimestre — o consumo tinha caído mais de 70%, segundo dados preliminares avançados pelo Ministério da Saúde em julho, passando de um consumo de 30 milhões de litros por mês para 10 milhões por mês.

Há outras medidas que podem ter pesado para esta conta, como a proibição destes produtos nas máquinas de alimentos nos centros de saúde e hospitais.